O processo de se aposentar nem sempre é tão simples como se pode imaginar, seja em relação aos procedimentos para solicitar o benefício ou mesmo para calcular o valor que receberá mensalmente após estar aposentado. Por isso, escolher lidar com o assunto com o auxílio de um advogado especialista em previdência pode ser a melhor opção para você.

Um profissional especializado é capaz de tratar o assunto utilizando ferramentas técnicas e estratégias que podem ser determinantes para o sucesso de sua causa. Então, procure alguém com conhecimento sólido e que esteja disposto a atuar com dedicação e a educá-lo sobre os trâmites legais e andamento do processo como um todo.

Lembre-se de que há inúmeros profissionais no mercado, mas que nem todos vão oferecer a você uma experiência compatível com suas expectativas.

Para ajudá-lo a encontrar um bom advogado, preparamos 5 dicas que certamente vão facilitar a sua vida na hora de escolher! Ficou interessado? Continue a leitura do nosso artigo e saiba mais!

1. Identifique a área de especialização da sua demanda judicial

Como todos sabem, a área do Direito é composta por inúmeros ramos de atuação, e, por isso, cada um deles é regulado por legislações específicas. Além disso, cada tipo de demanda judicial deve ser encaminhada a um tribunal diferente, conforme o caso.

Pelo fato de cada uma dessas áreas funcionar de um modo particular, é importante que o profissional escolhido tenha bastante familiaridade com a legislação, com os tribunais e que esteja sempre atualizando os seus conhecimentos.

Então, ao contratar um profissional para auxiliá-lo no processo de aposentadoria, certifique-se de que ele seja um especialista na legislação de previdência. Isso será um diferencial para sua experiência enquanto cliente e contribui para que ele represente melhor os seus interesses.

2. Busque por referências pessoais

Quando se contrata algum tipo de serviço, recomenda-se buscar por referências entre amigos, familiares e conhecidos, já que essa é uma ótima forma de filtrar e aumentar as chances de encontrar um bom profissional.

Com relação à aposentadoria, é bem possível que você conheça alguém que já passou pelo processo e que contou com o auxílio de um advogado. Isso pode ajudá-lo a encontrar boas recomendações. Sendo assim, converse com as pessoas e faça algumas perguntas, tais quais:

  • qual o tipo de aposentadoria a pessoa solicitou;

  • como foi o serviço e a forma de pagamento;

  • se o profissional conhecia da legislação previdenciária e passava as informações com convicção e segurança;

  • o nível de satisfação com os serviços;

  • o porquê de recomendarem aquele profissional para assisti-lo na sua aposentadoria.

Mesmo com as referências, é importante tomar a decisão final com base em suas percepções sobre o profissional, e não exclusivamente a partir das recomendações recebidas. Conheça o profissional e opte por alguém com quem você tenha boa relação e se sinta confortável.

3. Entenda como é feita a cobrança do serviço advocatício

Antes de escolher o profissional que vai representá-lo, é essencial entender quais serão os valores cobrados e como será feita essa cobrança. Isso varia de acordo com cada escritório, mas há três formas principais:

  • Taxa fixa: cobra um valor fixo para tratar todo o assunto, independente de quanto tempo levará para finalizar.

  • Taxa de contingência: nesse caso, o advogado recebe uma porcentagem da quantia recebida pelo cliente, que costuma ser cerca de 30%.

  • Por hora: a cobrança é feita por meio de uma fatura que detalha as horas trabalhadas para o cliente.

É importante esclarecer sobre as despesas com idas ao fórum ou outros locais, telefonemas e cópias de documentos, já que muitos profissionais cobram isso à parte.

Além disso, uma ótima dica é dar preferência aos advogados que só cobram se conseguirem alcançar o resultado esperado pelo cliente.

4. Verifique a reputação do advogado ou escritório

É sempre bom pesquisar a respeito da qualificação e da reputação e do trabalho do advogado antes de contratar. Se você conhece alguém que já o contratou, pode começar por aí, mas sem se esquecer de procurar fontes adicionais, como a internet.

Por meio de sites como o da OAB ou mesmo em outros canais virtuais, é possível obter informações sobre o histórico do profissional e se ele já esteve sujeito a reclamações éticas, por exemplo. Caso ele apresente um padrão de conduta questionável, já é um alerta sobre possíveis problemas que você pode vir a enfrentar se o contratar.

Outro fator a se considerar é a taxa de sucesso em casos semelhantes aos seus. Por questões éticas, o advogado não pode garantir o ganho da sua causa, mas pode informar como costumam ser as decisões em processos similares e os possíveis resultados.

5. Faça uma entrevista com o advogado

Uma ótima maneira de clarear as ideias sobre o profissional a ser contratado é por meio de uma boa conversa presencial, se possível. Faça uma lista com suas melhores opções e marque um encontro para explicar sobre a sua aposentadoria e para conhecer um pouco mais o advogado e seu trabalho.

Há profissionais que cobram por essa primeira entrevista, então é importante perguntar se haverá essa despesas. Se preferir, pode optar por consultar primeiro com aqueles que não cobram pelo contato inicial.

Durante a reunião, certifique-se de que ele é realmente um especialista em previdência e que tem sólidos conhecimentos sobre os processos de aposentadoria e há quanto tempo ele presta esse tipo de serviço.

Além disso, é importante tirar dúvidas sobre a cobrança de honorários, quanto tempo costuma durar uma ação similar a sua, quais as chances de sucesso e com qual dedicação ele poderá conduzir o seu caso.

Tenha em mãos todos os documentos e informações que sejam relevantes para que ele entenda melhor o seu tipo de aposentadoria e possa ter uma noção melhor do seu caso.

Por fim, lembre-se de que o seu advogado é o representante dos seus interesses. Faça uma escolha consciente e criteriosa. Para que tudo corra bem e dentro dos prazos, forneça os documentos solicitados a tempo e vá às audiências.

Não tenha receio de dispensá-lo caso ele seja desleixado e não forneça informações e atualizações sobre o andamento do processo. Verifique sempre se ele cumpre os prazos para protocolar os pedidos, comparecer aos tribunais e se responde seus e-mails e ligações com a devida dedicação.

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