Fazer o planejamento de aposentadoria requer organização e conhecimento das regras da previdência e é imprescindível para garantir um bom benefício.

Como a aposentadoria é muito esperada, deparar-se com uma renda baixa pode frustrar muitas pessoas. Planejar-se desde cedo para essa hora evita esse problema e muitos outros.

Neste texto mostraremos a importância de planejar a aposentadoria e 5 passos para fazer isso. Confira!

A importância de planejar a aposentadoria

Planejar a aposentadoria é essencial por diversos motivos. Todos querem ter um descanso após se aposentar, mas isso só será possível se a renda do benefício puder suprir todas as necessidades e contas.

Portanto, é fundamental saber qual será a renda de acordo com as contribuições feitas até o momento e adequar os valores caso seja necessário

Outro fator importante é a época em que ocorrerá a aposentadoria. Como existem alguns tipos diferentes de benefícios e cada um tem regras próprias, é possível preencher os requisitos em tempos diversos.

Assim, caso não se faça um planejamento adequado, o segurado poderá se aposentar mais tarde do que teria direito, pagando contribuições a mais.

É comum também que o segurado se aposente cedo demais e receba uma renda muito baixa, ou seja, se esperasse mais alguns meses para preencher os requisitos, teria um pagamento maior.

Outro fator que o planejamento influencia é o valor das contribuições, no caso de segurados facultativos. Como eles escolhem quanto pagarão por mês, fica mais fácil saber qual será o valor total de pagamentos e quanto ele receberá.

Por isso, é possível calcular um valor ideal de contribuição, para não pagar uma quantia excessiva mensalmente que não refletirá na renda inicial da aposentadoria.

Como fazer um bom planejamento de aposentadoria em 5 passos

É preciso saber como fazer esse planejamento de aposentadoria, conhecendo os benefícios e suas regras, para garantir uma boa renda mensal inicial.

A seguir, mostraremos 5 passos que você deve tomar a fim de ter um bom planejamento e de que tudo ocorra como previsto. Confira!

1. Conheça os tipos de aposentadoria

Antes de tudo, é importante conhecer quais os tipos de benefícios que existem. Isso é fundamental, pois cada um tem um cálculo diferente que influenciará nas contribuições e na renda inicial.

As aposentadorias mais comuns são a por idade, por tempo de contribuição e a aposentadoria especial. O primeiro tipo é concedido para os homens com 65 anos e as mulheres com 60, devendo cumprir uma carência de 180 meses.

A por tempo de contribuição requer que o segurado tenha 35 anos de serviço para os homens e 30 anos para as mulheres. Aqui também há a carência de 180 meses, mas não há idade mínima.

Já a aposentadoria especial é garantida para os segurados que trabalharem por 15, 20 ou 25 anos expostos a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. Há carência de 180 meses e também não há idade mínima.

Todas essas aposentadorias utilizam como base de cálculo o salário de benefício. Ele é, basicamente, a média simples das maiores contribuições desde julho de 1994.

Para esse cálculo serão utilizados os pagamentos com os valores mais altos, correspondentes a 80% do período de contribuição, ou seja, 20% das contribuições, que são as de menor valor, serão excluídas.

Por isso, muitas vezes, não é necessário contribuir sempre pelo teto da previdência para conseguir uma aposentadoria integral, por exemplo, já que as menores contribuições serão excluídas.

Também é importante conhecer o fator previdenciário. Ele será utilizado, obrigatoriamente, na aposentadoria por tempo de contribuição e, facultativamente, na por idade, e é uma fórmula que considera a expectativa de sobrevida, a idade e o tempo de trabalho, sendo multiplicado pelo salário de benefício.

Assim, quanto maior o fator previdenciário, maior será o valor da renda mensal do benefício. Porém, ele também pode reduzir o valor da renda, por isso, é importante levá-lo em consideração no momento de se aposentar.

2. Decida o tempo da aposentadoria

Conhecendo as aposentadorias você poderá escolher o tempo para se aposentar. Aqui você terá que considerar se precisa trabalhar e contribuir mais para ter a renda desejada ou se pode aproveitar uma aposentadoria mais precoce, mas com um valor menor.

Decidindo isso, fica mais fácil fazer simulações e cálculos para saber quanto tempo de contribuição falta e com quais valores esses pagamentos devem ser feitos.

Cada data de requerimento pode influenciar o valor da aposentadoria, além disso, os requisitos podem ser preenchidos para um benefício, mas não para outro.

Considere todos esses fatores para ver qual época e qual modalidade de aposentadoria vale mais a pena, de acordo com a renda desejada.

3. Estime a renda desejada

Outro passo importante é estimar a renda desejada, ou seja, estabelecer alguns limites mínimos do que você quer receber como aposentadoria. Alguns segurados desejam apenas se aposentar para ter uma renda extra.

Outros querem parar de trabalhar e se sustentar somente com o valor recebido como aposento. Por isso, é fundamental definir quantias de acordo com as necessidades.

Isso também influencia no tipo de aposentadoria que você terá que requerer, o valor das suas contribuições e quanto tempo ainda terá que recolher o INSS.

4. Evite erros comuns

Existem alguns erros comuns que os segurados cometem no momento de planejar a aposentadoria. O primeiro deles é não saber que há uma carência de 15 anos para requerer a aposentadoria por idade, ou seja, deve haver pelo menos 180 contribuições ao INSS, a contar da primeira paga sem atraso.

Outro equívoco é pensar que a renda mensal inicial da aposentadoria será uma média dos últimos 36 salários recebidos: essa regra mudou faz tempo, atualmente a conta é feita de acordo com todas as contribuições feitas ao INSS.

Um erro comum que pode custar caro é julgar que a aposentadoria por idade será integral. Na verdade, a renda inicial é de 70% do salário de benefício, somando-se 1% para cada ano de contribuição do segurado, até chegar a 100%.

Portanto, para receber o valor integral, o segurado deve ter, pelo menos, 30 anos de contribuição. A aposentadoria por tempo de contribuição também não é integral, tendo em vista que será aplicado o fator previdenciário, como já explicado.

5. Procure profissionais especializados

Uma dica muito importante é contar com advogados especialistas na área. Infelizmente, a lei previdenciária muda constantemente, alterando regras para concessão de benefícios e até mesmo a respeito do cálculo da renda mensal inicial.

Um profissional especializado saberá a lei de cada época, para buscar vantagens para o segurado. Além disso, poderá fazer simulações precisas e indicar caminhos para a melhor aposentadoria.

O advogado também poderá auxiliar durante o processo, tanto no INSS como judicialmente, o que garante que tudo ocorrerá sem erros e sem prejuízos para o segurado.

Seguindo esses passos para o planejamento de aposentadoria você terá mais tranquilidade ao recolher suas contribuições e requerer seu benefício, tendo a certeza de que está fazendo a escolha certa.

Agora que você já sabe como fazer um bom planejamento para o seu benefício não perca o nosso texto sobre o que ajuda no processo de aposentadoria!