quanto a empresa paga de INSS

Descubra quanto a empresa paga de INSS para cada funcionário

Muitas dúvidas pairam entre os empregadores quando o assunto é o quanto a empresa paga de INSS para cada funcionário. Além disso, o custo global de cada empregado também é alvo de preocupação.

Neste artigo, você vai descobrir porque deve pagar o INSS, o quanto isso vai custar para sua empresa, quais os outros encargos sociais e trabalhistas que a empresa deve recolher e quais as diferenças das alíquotas devidas pelas empresas optantes do Simples Nacional e as de outros regimes tributários. Continue a leitura!

Por que devemos pagar o INSS?

As contribuições que são pagas para o INSS são utilizadas não apenas para o pagamento das aposentadorias dos brasileiros, mas para custear toda a Seguridade Social, que compreende um conjunto de ações nas áreas da saúde, assistência e previdência social. Essas ações são realizadas pelo poder público, em conjunto com a sociedade, respeitando os termos do artigo 195 da Constituição Federal. Elas compreendem:

  • na saúde: o financiamento do SUS;
  • na assistência: o Bolsa Família, o auxílio-natalidade e o bolsa alimentação;
  • na previdência: os pagamentos de aposentadorias, auxílio-doença, salário-família, salário-maternidade, seguro-desemprego, entre outros.

Portanto, para que essas ações possam ser executadas, toda a sociedade deve, de alguma forma, contribuir. Assim, a Constituição Federal e a Legislação Previdenciária organizaram a forma de custeio dessas ações por meio de contribuições obrigatórias incidentes sobre a folha de pagamentos das empresas, sobre o salário, sobre o trabalho autônomo etc.

Quanto a empresa paga de INSS para cada funcionário?

A lei determina que as empresas contribuam com 20% sobre o total das remunerações pagas mensalmente dos seus empregados ou de pessoas físicas prestadoras de serviço sem vínculo empregatício. No entanto, a maioria das empresas optantes pelo Simples Nacional está isenta do pagamento do INSS Patronal. Também estão isentas do pagamento do salário-educação, seguro acidente de trabalho e contribuições para o SENAI, SESI, SEBRAE e INCRA.

A exceção são aquelas enquadradas no anexo IV da Lei do Simples, que deverão recolher tanto o imposto patronal quanto do segurado. No entanto, mediante GPS específica. Confira as orientações sobre como proceder no site da Receita Federal. Veja, abaixo, quanto sua empresa deve recolher de INSS e quanto será sua despesa com cada funcionário.

Empresas optantes pelo Simples (exceto anexo IV)

  • férias: 11,11%;
  • 13º salário: 8,33%;
  • FGTS: 8%;
  • FGTS/provisão de multa para rescisão: 4%;
  • previdenciário sobre 13º/férias/DSR: 7.93%;
  • total: 39,37%

Lucro real ou presumido

  • férias: 11,11%;
  • 13º salário: 8,33%;
  • FGTS: 8%;
  • FGTS/provisão de multa para rescisão: 4%;
  • previdenciário sobre 13º/férias/DSR: 7,93%;
  • INSS: 20%;
  • SAT/RAT: até 3%;
  • salário educação: 2,5%;
  • INCRA/SESI/SEBRAE/SENAI: 3,3%;
  • total: 68,17%.

Quais as outras despesas com funcionários?

Além dos encargos sociais e trabalhistas, é preciso levar em conta as demais despesas, como vale-transporte, em que o funcionário contribui apenas com 6% do seu salário, e auxílio alimentação. A contribuição para o Sistema S (SENAI, SESI, SEBRAE) é obrigatória e destinada ao treinamento profissional e melhoria do bem-estar dos trabalhadores. Gira entre 0,3% e 2,5% sobre a folha.

Existe, também, a contribuição sobre o RAT (risco ambiental do trabalho), antigo seguro acidente de trabalho. Uma alíquota que varia de 1% a 3%, calculada sobre o total das remunerações pagas pela empresa. Ela é devida à previdência para cobrir as despesas derivadas de concessão de auxílio-doença, aposentadoria especial ou por invalidez (empresas que gerem exposição a agentes nocivos pagam entre 6% e 9%). Ela muda de acordo com o risco a que cada empresa expõe seu trabalhador.

Neste post, esclarecemos suas dúvidas sobre o quanto a empresa paga de INSS para cada funcionário, mostrando que aquelas que se enquadram nos anexos I a III da Lei do Simples Nacional pagam praticamente a metade da carga daquelas que trabalham sob o regime de lucro real ou presumido.

No entanto, se você é profissional liberal, não deixe de conferir nosso post sobre como sacar FGTS de conta inativa!

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