A Reforma da Previdência tem sido uma pauta amplamente discutida nos últimos meses. Isso porque a proposta do projeto que está aguardando aprovação no Senado Federal, pretende promover algumas mudanças na aposentadoria dos brasileiros.

Mas será que você está por dentro do assunto? Já parou para pensar sobre quanto custa se aposentar e o que investirá para garantir o seu benefício?

Pensando nisso, listamos os principais tópicos relacionados ao tema e que, certamente, vão ajudar você a entender todo o processo. Aprenda desde os cálculos até os valores totais que serão investidos. Continue a leitura!

Saiba sobre as principais mudanças

As mudanças propostas pelo texto-base da Reforma são as maiores desde que a previdência foi criada, em 1888. Nelas, seguem fixadas as idades de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, já o tempo de contribuição ficou estabelecido em 40 anos.

Se antes era possível se aposentar sem idade mínima, agora, isso deverá mudar, pois o tempo de contribuição necessário para se aposentar passou de 15 para o mínimo de 25 anos. No caso dos trabalhadores rurais será mantido o período de 15 anos de contribuição. Contudo, as idades mínimas estabelecidas serão de 57 anos para as mulheres e 60 para os homens.

Entenda o que acontece com quem optar pelo período de transição

As regras sobre o período de transição também mudaram. O projeto original previa que as mulheres acima de 45 e os homens com mais de 50 anos de idade poderiam ter acesso às normas transitórias. Entretanto, isso permitiria uma aposentadoria antes dos 65 anos.

Com a nova modificação, fica autorizado o acesso de qualquer trabalhador às regras de transição, porém aqueles que decidirem por este modelo receberão menos. Vale ressaltar que ainda não foram definidos os cálculos para esta situação ou mesmo se ela também exigirá uma idade mínima.

Também é imprescindível entender que essa alternativa é uma saída para quem não deseja se submeter às alterações da Reforma Previdenciária. E que funciona como uma espécie de flexibilização oferecida aos trabalhadores — uma outra opção de regime que na prática influi diretamente nos valores referentes ao benefício.

Conheça mais sobre o percentual do período de transição

Provavelmente, você já deve ter ouvido algo sobre um pedágio obrigatório para aderir essa norma. Fique calmo! Esta é apenas uma analogia relacionada ao percentual pago por quem opta pela regra de transição.

A proposta inicial prevê um valor de 50% sobre o tempo de contribuição que resta para o contribuinte solicitar sua aposentadoria. Isso significa que o trabalhador interessado deve somar o tempo que falta para sua aposentadoria com a metade desse período e, dessa forma, chegar ao total de contribuição restante. Veja um exemplo a seguir:

João quer se aposentar aderindo à regra de transição. Para ele faltam 14 anos, logo, deverá somar o número que falta mais 50% do pedágio. João precisa calcular 14 + 7 (50% de 14) para obter o total de 21 anos — valor inerente à contribuição necessária para o recebimento do seu benefício.

Aprenda a fazer alguns cálculos

Chegamos a um tópico bem interessante: os cálculos previdenciários. Relembre que, agora, as mudanças levarão em consideração o valor resultante da soma do tempo de contribuição mais a idade do contribuinte — uma fórmula que tem sido chamada de Regra 85/95 progressiva.

Se antes era apenas solicitada a contribuição de 30 anos para as mulheres e 35 para os homens, hoje, há um cálculo determinante que definirá os requisitos. A regra progressiva se refere ao ponto que será somado a cada ano, a partir de dezembro de 2018. O modelo foi justificado pela análise da expectativa de vida dos brasileiros que vem crescendo significativamente.

Precisamos entender que, com essas modificações, os segurados do sexo masculino precisarão atingir 95 pontos nesse sistema, enquanto as seguradas deverão totalizar 85. Lembre-se que estes números se referem ao total da soma que já citamos anteriormente. Vejamos um exemplo:

Dona Clarice tem 55 anos de idade e 30 anos de contribuição registrados na Previdência Social. Ela sabe que 30 anos é o tempo mínimo de contribuição para as mulheres e deseja se aposentar. Poderá, pois a soma da sua idade mais o período que já contribuiu ao INSS resultam em 85 pontos, o valor definido para solicitar o benefício.

Descubra quanto custa se aposentar

Depois de ensinarmos a calcular o fator previdenciário, já podemos falar sobre os valores que serão investidos. Essa é uma preocupação comum e justificável, afinal, é a partir deste investimento que será determinada a aposentadoria e, consequentemente, a preservação do padrão de vida do contribuinte, após anos de trabalho.

Na página online da Previdência Social já existe uma tabela atualizada com os percentuais de contribuição de acordo com a faixa salarial. Para facilitar o seu conhecimento, e baseados nessas informações, neste tópico destacamos as porcentagens. Veja a seguir:

  • Salários de até R$ 1.659,38 – 8%

  • Salários de 1.659,39 a R$ 2.765,66 – 9%

  • Salários de R$ 2.765,67 até R$ 5.531,31 – 11%

Vamos fazer um cálculo?

Se o seu salário é de R$1.700, a porcentagem da contribuição será de 11%, e a parcela de 11% corresponderá a R$187,00. Caso o contribuinte seja homem, por exemplo, ele deverá pagar por no mínimo 35 anos. Se quisermos transformar 35 anos em meses, teremos um total de 420 meses. Essa será a quantidade necessária para atingir o tempo exigido. Se multiplicarmos 420 por 187, chegaremos a um total de R$ 78.549 de investimento.

Simplificando: Valor das parcelas x Número de Parcelas = Total de Investimento

Também é importante destacar que as taxas de contribuição determinarão os tetos previdenciários. Isso significa que esses percentuais definirão o valor final da sua aposentadoria.

E então, ficou mais fácil entender sobre os cálculos? Será que você já consegue calcular seu investimento? Esperamos que esse conteúdo tenha ajudado você a compreender as mudanças propostas pela nova Reforma da Previdência. Além disso, que tenha esclarecido sobre quanto custa se aposentar.

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